terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bateu aquilo...

Bem... Eu tava esperando sentir saudade, mas, como não tenho coração, essas coisas não acontecem comigo. -brinks. Então bateu algo parecido, aquilo que minha amiga Klyvia chamou de "estágio bom da saudade". Que, segunda ela, acontece quando você lembra dos acontecimentos e fica rindo querendo vivê-los novamente. O ruim seria aquele que fere, que faz chorar. Esse, não sentimos ou preferemos não senti-los. Como estava dizendo, bateu algo parecido e resolvi publicar aqui o AD que Klyvia fez pra mim (adoro fãs -brinks), essa pessoa que tanto me fez rir com suas caras (depois disso, acho que ela tá com raiva de mim KKK). E junto vai minha tentativa frustrada de poema pra ela (o que vale é a intenção, né?).

   Esperança de uma vírgula abaixo do ponto
  De repente, distância. Não que não fosse prevista, mas sabe quando precisa-se viver tal realidade para poder sentir aquele gosto amargando a boca e a palavra poder ter total sentido dentro de nossa voz? Mas no momento que a senti pontiaguda, me furando e sangrando o peito, não saiu voz alguma de mim. O silêncio se fez lágrimas, salgando o gosto da ausência. Eu podia vê-los ali feito imagem na parede branca do meu quarto que eu passara horas olhando, ou simplesmente fingindo olhar. Porque eu reparava em outra coisa. Na coisa que eu não podia admitir para mim que se chamava saudade para não me ver fraca, nem me sentir dependente ou humilhada no espelho que gritava para minhas olheiras de insônia e. Eu gosto de você, sinto sensações boas ultrapassarem as ruins, mediante sua imagem nas paredes da minha memória, cheias de desenhos cúbicos e previsíveis. Se um novo reencontro, sinta meu coração bater no teu peito num abraço de segundos.
(Klyvia)


Pra uma menina que sentiu um cheiro de flor

E quando a vi, pensei:
Loucura
A conheci e falei:
Cultura, doçura
E d'outras palavras lembrei:
Caráter, sorriso
É, é isso

Ah, aqueles cachinhos
Onde, já, uma flor morou
Se foi, mas ficou
O tal cheiro de flor
O cheiro que atrai passarinhos
O mesmo do transeunte sedutor

Me admira sua sinceridade
A coragem de falar
Assim sem se importar.
Sincera és bem
E meu afeto por ti, também.

Falei em sinceridade
E me lembrou nossa amizade 
(eu)

(Palmas, muitas palmas para ela :D )
Ah... Há uma certa intertextualidade no poema que vocês deverão ignorar (o cheiro de flor).

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