terça-feira, 12 de agosto de 2014

A estrada é compartilhada. Mas a viagem, individual.

“O senhor por ora mal me entende, se é que no fim me entenderá. Mas a vida não é entendível.”
Guimarães Rosa

De querer tudo entender o homem vive e acaba não vivendo. É de propriedade do ser essa tal curiosidade. Nem sempre possível, embora. O viver de cada um é livre de explicações, é “viver” a máxima que rege o continuar da vida... Creio.
Há quem diga. Que um reto proceder é um assim, ou assado. Pergunto: o que é? É assim como querem ou como deve ser: deve-se saber. Digo logo que nem sei dizer sempre coisas certas e assim agir, vou como vou. Nem sempre de impulso, na verdade, quase nunca. Quase sempre bem pensado, calculado, meticuloso, com receio, mas sem certeza do certo ou bom.
Ter medo? Sempre! Os trilhos são muito tortuosos e de muita tralha no meio do caminho pra querer parecer tão faceiro. Vai com medo, mas vai. Que o caminho é teu e de ninguém mais, por mais que o contrário seja dito. Só ou com quem quiser.
Aos fiscais, nada.
Deve-se (se assim achar): despedir-se de quem quiser; levar o que necessário for - o que não houver utilidade também; dar cada passo no firme piso... Se deixar levar e tomar o tomar o rumo na mão.
Pode ser que haja, através, o desvio obrigatório e tu não entendas. Pode ser que não entenda nunca. Deveras necessário deveria de ser.
De aliteração em aliteração, uma conversa vai ficando comprida demais. Não perde tempo. Toma teu tempo. E tento.
Nós todos companheiros de estrada. Sigo, sem pôr pedra no rumo do outro. 

(12/08/14)

2 comentários:

Klyvia disse...

E nessa estrada plantamos flores, da semente que um outro deixou cair, propositadamente... E o susto alívio, de não ser só, quando palavras para alguém o vento leva, e do lado de cá, descubro que as cores e dores atravessam-nos o peito, sem beiradas, só de querer bem.

Muito bem, meu querido...
Seja ins-piração, em nossos poéticos caminhos.

Arthur Rondeyvson Sousa Santos disse...

Para Klyvia:
Falta sinto das caminhadas poéticas que fazíamos em outrora dessa travessia. Desejo sempre colher as flores que tu planta no caminho, e que tu, as que plantarei.
Inspiração são aqueles de quem recordo no dias passar.
;*